— Não exageres — murmurou ela, quase num sopro.
Matteo soltou um riso rouco, daqueles que pareciam nascer do fundo do peito.
— Não estou a exagerar nada — declarou, firme. — Tu és a mulher que esperei seis anos para ter ao meu lado. E agora… a minha família quer acolher-te, planear um futuro contigo. Não imaginas como isso me deixa…
A frase morreu-lhe nos lábios. Não por falta de sentimento, mas porque, por vezes, até o amor é maior do que as palavras.
Darya desviou o olhar, tentando suavizar aquele peso emocional que ameaçava esmagá-la.
— É só um jantar, Matteo.
— Não — corrigiu ele, com uma serenidade quase solene. — É o jantar. O primeiro de muitos. O primeiro em que te sentas à mesa dos Mancini como alguém que pertence ali. O primeiro em que és a minha noiva… à vista de todos.
Ele sorriu então, não o sorriso habitual, educado, mas aquele raro que lhe desarmava a expressão e que parecia revelar um Matteo que só ela conhecia.
— Vais? — perguntou, embora o brilho nos olhos denunciass