01 de Janeiro em Teerã.Darína Saio com Âmbar e Nery, nenhuma de nós usando hijab. E apesar de ser uma sociedade muito conservadora, eles toleram que mulheres estrangeiras usem outros tipos de roupas, desde que não provoquem o poder estabelecido. Há sempre olhos nos vigiando, mas já não me incomodo tanto. Acho que é o tipo de desconforto que vai se acumulando, até se tornar parte da pele.Nery me conta que viveu por seis anos aqui, junto com Âmbar. Elas conversam animadamente como velhas amigas e não apenas como cunhadas. Elas riem, comentam sobre a vida palaciana, os filhos, e até debocham discretamente de alguns figurões da família. E eu... eu fico um pouco alheia, sorrindo de leve, respondendo com monossílabos. As palavras não me saem com naturalidade.Passamos num supermercado moderno e bem vigiado, onde os ricos fazem suas compras. Elas queriam um momento fora da agitação do palácio. Como não estou muito afim de conversar, pego a lista e começo a colocar os produtos no carrinho,
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