Naquele momento, ali no banheiro com a minha esposa teimosa, eu me sinto derrotado. Não de forma espetacular, não com gritos ou sangue mas da pior maneira possível. Por dentro. Como um soldado que ainda está de pé, ainda segura a arma, mas já sabe que perdeu a guerra porque não consegue mais apertar o gatilho.Meu corpo permanece rígido, em alerta, preparado para o ataque que nunca vem. Mas o sorriso aliviado no rosto de Rosália… esse sorriso me desmonta. Ele passa por mim como um sedativo lento, perigoso. Suave demais para alguém como eu.Ela se aproxima mais, pressiona o corpo contra o meu, e a diferença entre nós desaparece. A maciez da pele dela roça em mim, despertando meu corpo antes mesmo que minha mente consiga resistir. Meu instinto vence. Sempre vence.Arrasto meus dedos até a base do crânio dela, seguro ali, firme, como se precisasse ancorá-la ou talvez a mim mesmo e me inclino para beijá-la. O beijo começa contido, quase cauteloso, mas não dura. Nunca dura. Rosália não
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