Rosália está sentada na escada quando entra pela porta da frente. O corredor está às escuras, silencioso demais, e ela parece ainda menor envolta naquele roupão de banho largo, como se estivesse tentando se esconder do mundo dentro do próprio tecido.
Meu primeiro pensamento não é carinho. É presságio.
— O que você está fazendo sentada aqui no escuro? Pergunto, largando as chaves sobre o aparador.
Ela ergue o rosto devagar. Os olhos estão cansados, mas determinados demais para aquela hora da noi