Só então percebi algo que me atingiu como um golpe silencioso no peito: meu pai estava no mesmo prédio que eu quando fui trazida para cá depois do incidente da aspirina. Enquanto eu estava confusa, sedada, assustada, ele estava apenas alguns andares acima. Vivo. Acordado. Mantido atrás de portas reforçadas, inacessíveis para qualquer pessoa que não tivesse autorização explícita para estar ali. Com um guarda extra à porta, como se o mundo inteiro fosse uma ameaça.
— Ele estava aqui o tempo todo?