— Charlotte, então.O nome sai por entre os meus dentes com a intenção clara de cutucar, provocar, desencavar a verdade.Mas, em vez de medo ou surpresa, Rosalia… ri.Um riso seco, curto, cheio de ironia e, por trás dele, o desprezo intacto.— Deus… às vezes você consegue ser incrivelmente paranoico, Luciano.— Você percebe isso? Ou realmente acredita que vive numa guerra onde todos, absolutamente TODOS, estão conspirando contra você?As palavras dela acertam como tapas invisíveis, mas eu não recuo.Sou eu quem lança a próxima resposta, mas ela sai tão baixa que parece um sussurro envergonhado:— Felicia?O nome da minha própria irmã pesa no ar como chumbo derretido.O rosto de Rosália muda imediatamente.A ironia morre.A risada desaparece.E, em vez disso, surge algo que eu detesto ver nela:compaixão.Meus dedos, antes fixados em sua garganta, relaxam. Caem.Eu não entendo o olhar que ela me dá, é um olhar tão cheio de tristeza que chega a ser cruel demais.— Deve ter sido muito s
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