Felicia entra no quarto como um furacão, empurrando a porta com tanta força que ela bate na parede. O rosto dela está vermelho, a maquiagem toda borrada, parecendo que passou horas chorando ou gritando, o que também é bem provável. É estranho vê-la assim, despida da máscara de perfeição que ela adora carregar, como se fosse uma coroa invisível.
Luciano dá um passo em direção a ela, e imediatamente Felicia recua, como se tivesse levado um choque. É como se o próprio corpo dela entendesse, antes mesmo da cabeça, que ele está à beira do limite. E isso assusta qualquer um.
— Pare, Luciano! Espera! Eu grito antes que ele dê mais um passo. Sinto meu coração quase furar minhas costelas com a força que bate.
Ele congela. Literalmente congela. Respira fundo, fecha os olhos por um segundo, como se estivesse lutando com alguma coisa dentro dele talvez a raiva, talvez o medo do que ele é capaz de fazer quando está fora de si.
— Rosália… eu não quero te machucar de novo. Sai de perto de mim ele