Assim que Francisco sai, o escritório cai num silêncio pesado, daqueles que grudam no ar e deixam a gente respirando mais devagar. Eu fico olhando para a porta aberta, pensando na Felicia correndo como se o chão estivesse pegando fogo. Pensando em tudo o que ela disse… e no tanto que ela não disse.
E é aí que o nó na minha garganta aperta.
Porque, pela primeira vez em muito tempo, existe a possibilidade real de que alguém do meu próprio sangue esteja jogando contra mim. Dentro da minha casa. De