Liana Fontenelle narrando Depois daquele dia, passei várias manhãs indo ao restaurante da minha mãe apenas para ver o Tiago. Minha mãe até achava graça, mas meu pai, sempre atento, não deixava de me lançar olhares curiosos, como se tentasse decifrar o que se passava. Em todas as visitas, no entanto, ele me ignorava ou se mostrava cada vez mais sério. E eu, com meu amor-próprio intacto, resolvi não insistir. Hoje começa minha residência e, confesso, agradeço por isso — manter a mente ocupada será, sem dúvida, um alívio. Vesti uma calça wide leg e uma camisa de botão, calcei meus sapatos e peguei meus pertences antes de descer. Minha família já me aguardava para o café da manhã. Ao entrar na sala de jantar, senti o olhar emocionado dos meus pais, os olhos levemente marejados. Liana: Nada de lágrimas, família — tentei dizer com serenidade, embora meu coração se apertasse. Lizeth: Como não se emocionar, minha filha? — disse mamãe, com a voz suave, quase trêmula. — A gente até se com
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