Cassie arrastava os pés pelo pequeno calçadão da cidade, o caderno de audições apertado contra o peito. Cada porta que se abria diante dela parecia prometer um futuro brilhante, cada negativa era um golpe sutil, mas persistente, lembrando que o caminho dos sonhos nunca fora fácil. Entrava em estúdios de dança, pequenas casas de teatro e cafés que procuravam cantores. Em todos, era recebida com sorrisos cordiais, elogios gentis, mas sempre a mesma resposta: “Não estamos contratando agora”, ou “Já temos alguém para essa temporada”.Ela tentava não se abalar, repetindo para si mesma que cada “não” a aproximava de um “sim”. Entretanto, ao final do dia, ao chegar no pequeno hotel onde conseguiu um quarto, sentiu o peso da frustração. O quarto era mínimo, com um cheiro de mofo e cortinas desbotadas, mas era tudo o que seu orçamento permitia. Cassie jogou a bolsa no chão, suspirando, e deixou-se cair na cama com um misto de exaustão e esperança.Enquanto isso, não muito distante, M
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