Cassie acordou com o som metálico de golpes ecoando pela manhã. Por alguns segundos, acreditou estar sonhando; mas ao abrir os olhos, a luz que entrava pela janela revelou que não havia trégua. O som repetia-se, ritmado, como pancadas calculadas contra algo sólido. Levantou-se devagar, envolvida pelo cobertor que Yohan lhe oferecera na noite anterior, e foi até a janela.
O que viu a deixou sem palavras.Do outro lado da clareira, Hendrick e Mason treinavam com lanças de madeira, cada movimento executado com precisão quase coreografada. Ao redor, outros homens se espalhavam em tarefas distintas: alguns cortavam lenha, outros verificavam as cercas do território, enquanto um pequeno grupo carregava troncos recém-serrados para a margem do riacho. A vila pulsava de vida.Cassie encostou a testa na madeira da janela, observando como todos pareciam saber exatamente o que fazer. Não havia confusão, não havia ordens gritando — apenas uma engrenagem silenciosa que funcionava em ha