Cassie piscou várias vezes, tentando ajustar a visão à claridade da manhã que atravessava as copas das árvores. O coração ainda acelerado batia alto em seus ouvidos, e por um momento ela se perguntou se ainda sonhava. As últimas horas eram um borrão: correria, medo, braços fortes a puxando de becos, a floresta, o sono pesado que a vencera. Agora, desperta, ela se via diante de homens que a observavam em silêncio.
Um deles se destacou, avançando alguns passos. Alto, ombros largos, porte imponente. Seus olhos castanhos escuros brilhavam com uma intensidade que a fez engolir em seco. O silêncio da clareira parecia se curvar diante dele. — Eu sou Hendrick — disse, a voz grave, firme, carregada de autoridade natural. — Alfa desta matilha. Cassie franziu o cenho, confusa. O que diabos ele acabara de dizer? — Alfa? Matilha? — repetiu, a voz embargada. — Isso é algum tipo de… culto? Um murmúrio leve percorreu os homens, mas Hendrick manteve