Cassie saiu da mesa sem olhar para trás. O gosto amargo do pão ainda estava em sua boca, mas não era a comida que a incomodava, era a verdade que lhe haviam servido junto com ela.
“Eles querem filhos”, repetia a frase em sua mente. “Querem que eu dê continuidade à matilha.”O ar fresco da manhã bateu-lhe no rosto quando deixou a casa, e ela puxou uma respiração profunda, tentando se acalmar. Os ruídos da vila eram comuns: passos pesados, o bater de ferramentas, o estalo de flechas atingindo alvos de madeira. Mas nada parecia normal aos seus ouvidos. Tudo estava atravessado pela revelação do que aqueles homens realmente esperavam dela.Até então, Cassie se permitira acreditar que era apenas uma hóspede, alguém que precisavam proteger, uma sobrevivente encontrada pelo acaso. Mas agora percebia que havia um propósito maior, mais antigo e mais visceral.A única mulher. A única possibilidade de recomeço.O estômago revirou, e ela acelerou o passo, como se pudesse deix