Quando finalmente cheguei ao prédio, o sol já começava a descer, tingindo os prédios da Flórida com um tom alaranjado que deveria ser bonito. Deveria. Mas para mim, naquele momento, parecia apenas mais um lembrete de que o dia tinha sido longo demais, pesado demais, estranho demais.Subi no elevador com as pernas ainda bambas. O corredor parecia mais silencioso que o normal, e por um instante me peguei olhando para trás, como se esperasse ver… algo. Não sei o quê. Apenas… algo.Droga. Nunca fui assim.Respirei fundo, tentando me recompor, e destranquei a porta do apartamento. Antes que eu pudesse pisar totalmente na sala, ouvi a voz de Charlotte vindo da cozinha.— Leandra? É você, querida?— Sou eu. — respondi, tentando manter a voz neutra.Mas assim que virei o corredor e ela me viu, sua expressão mudou. Charlotte estava mexendo em uma panela, mas parou no exato segundo em que me encarou. Seus olhos se estreitaram, o semblante ficou tenso.— O que aconteceu com você, menina? — pergu
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