O silêncio na hípica parecia esmagador, como se cada parede, cada viga de madeira absorvesse o som do mundo exterior. O cheiro de feno recém-cortado misturava-se com o perfume de couro engraxado e a umidade da terra molhada. O vento, insistente, batia nas janelas altas, fazendo-as ranger, mas ninguém se movia. Helena sentia o coração martelar no peito, cada batida ressoando como um tambor nas têmporas. Jonas permanecia imóvel, rígido como uma estátua, os punhos cerrados, os olhos fixos. Maísa, por sua vez, sustentava um sorriso que tentava ser leve, mas que não conseguia esconder as lágrimas recentes que escorreram pelo seu rosto. — É verdade, Maísa? _ a voz de Jonas cortou o ar como uma lâmina. Não havia espaço para brincadeiras, não havia margem para evasivas. Ele não piscou, não desviou o olhar, e cada sílaba que saía de sua boca parecia pesar toneladas. Maísa arqueou uma sobrancelha, seu sorriso se alargando levemente, quase desafiador. - Essa idiotice? _ soltou, em uma ri
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