Ayla permaneceu deitada por alguns minutos depois que Mateo saiu.Não porque estivesse cansada — mas porque precisava ancorar aquele sentimento dentro de si. Amor, ali, não era descanso. Era responsabilidade.Levantou-se devagar, tomou um banho rápido, vestiu algo confortável e prendeu o cabelo de forma despretensiosa. A mansão estava acordada demais para aquela hora. Sons de passos, portas abrindo e fechando, vozes baixas demais para serem casuais.Algo estava em movimento.No corredor, cruzou com Yuri.— Bom dia, senhora Azepeta — ele disse, com respeito genuíno.Ela ainda se surpreendia com o título. — Bom dia, Yuri. Alguma novidade?Ele hesitou por meio segundo. — O suficiente para deixar Mateo acordado desde antes do amanhecer.Ayla assentiu. Já imaginava.Na sala de estar, Lia estava sentada com o tablet no colo, mas não parecia realmente lendo. O olhar estava distante.— Ele não dorme quando algo ameaça o que ama — Lia disse, sem que Ayla precisasse perguntar.Ayla sentou-se ao
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