O símbolo deixado no metal ainda estava sobre a mesa quando o sol começou a nascer.
Mateo não dormiu.
Observava o risco antigo como quem encara uma lembrança que nunca pediu para ter. Não era apenas uma marca de aviso. Era uma assinatura. Um jeito específico de dizer “eu cheguei” sem precisar se anunciar.
— Ele quer ser visto — murmurou.
Yuri permanecia de pé, braços cruzados. — Quer que você reaja.
— Não agora — respondeu Mateo. — Quem reage primeiro, perde o controle da narrativa.
Do lado de fora, a mansão despertava com um cuidado quase reverente. Os homens falavam baixo. As armas estavam no lugar, mas não à vista. Segurança silenciosa. Ordem sem espetáculo.
Ayla apareceu no corredor pouco depois, já vestida, postura firme. Não perguntou nada — aprendeu rápido quando perguntar e quando apenas observar.
Mateo a viu antes que ela o visse.
E ali, naquele segundo silencioso, teve certeza absoluta: ela era o centro que precisava ser protegido, não porque fosse fraca, mas porque era onde