Capítulo 36

A porta se fechou atrás deles com um som suave demais para o que aquela noite carregava.

O quarto estava iluminado apenas pelas luzes indiretas. Nada teatral. Nada preparado. Apenas o espaço onde, finalmente, não havia papéis a cumprir — só escolhas.

Mateo parou diante de Ayla como se ainda estivesse se acostumando à palavra esposa.

— Se em algum momento você quiser parar… — ele começou.

Ela o interrompeu, tocando seu peito. — Hoje não é sobre parar. É sobre confiar.

O beijo veio carregado de tudo que havia sido contido por meses. Não houve pressa. Houve fome, mas uma fome que sabia esperar o ponto exato.

Mateo deslizou as mãos por ela como quem reconhece território não por posse, mas por devoção. Ayla sentiu o peso dele, o controle que ele exercia sobre si mesmo — e isso a incendiou mais do que qualquer impulso bruto.

— Eu esperei — ela murmurou.

— Eu também — ele respondeu. — Mais do que devia.

Quando os corpos finalmente se encontraram, foi com cuidado, intensidade e respeito. Nada
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