A porta se fechou atrás deles com um som suave demais para o que aquela noite carregava.
O quarto estava iluminado apenas pelas luzes indiretas. Nada teatral. Nada preparado. Apenas o espaço onde, finalmente, não havia papéis a cumprir — só escolhas.
Mateo parou diante de Ayla como se ainda estivesse se acostumando à palavra esposa.
— Se em algum momento você quiser parar… — ele começou.
Ela o interrompeu, tocando seu peito. — Hoje não é sobre parar. É sobre confiar.
O beijo veio carregado de tudo que havia sido contido por meses. Não houve pressa. Houve fome, mas uma fome que sabia esperar o ponto exato.
Mateo deslizou as mãos por ela como quem reconhece território não por posse, mas por devoção. Ayla sentiu o peso dele, o controle que ele exercia sobre si mesmo — e isso a incendiou mais do que qualquer impulso bruto.
— Eu esperei — ela murmurou.
— Eu também — ele respondeu. — Mais do que devia.
Quando os corpos finalmente se encontraram, foi com cuidado, intensidade e respeito. Nada