Mundo de ficçãoIniciar sessãoO trem parou lentamente na plataforma de Porto Alegre naquela manhã fria de outono, enquanto a névoa ainda se dissipava entre os prédios altos e as árvores amareladas. Lucas Valdez desceu com uma mochila surrada nas costas e um olhar que parecia perdido entre o passado e o presente, como se carregasse um peso invisível que o prendia a um tempo que não queria — ou não podia — deixar para trás.
Ele não era mais o garoto tímido que corria pelos corredores da escola, nem o jovem artista






