O cheiro de ferrugem e suor impregnava as paredes da cela. A umidade parecia grudar na pele como uma sentença. Lucas Valdez, ou Lucky Valley, estava ali havia pouco mais de dez horas — mas para ele, pareciam anos.
Deitado sobre o colchão fino e mofado, os olhos cravados no teto, ele não dizia nada. Não se defendia. Não perguntava. Não comia. Não dormia.
Só ouvia.
Os gritos de outros detentos, os passos ritmados dos carcereiros, o estalo seco da porta de ferro ao fechar, o tilintar das chaves. T