80-" Não tem como fugir. "
Angeline se levantou, as mãos latejando de dor.
— Abra! Ela batia com os punhos na porta. — Marco, me deixe sair!
Marco desceu a escada. Ele ouvia Angeline batendo, chamando por ele, repetindo que não o amava.
Seu rosto ainda queimava do tapa que ela lhe dera. Tocou a própria pele enquanto caminhava até o bar. Serviu uma dose generosa de uísque e bebeu de um gole só.
Ela não parava. Nem por um segundo.
Ele tocou os próprios lábios, sentindo o gosto dela. Seus olhos se escureceram, desejo e raiva misturados como veneno.
Pegou o telefone no bolso, olhou a tela por um instante… então virou outra dose. Subiu a escada.
Angeline murmurava do outro lado, cansada de tanto bater. Agora estava apenas encostada na porta, exausta.
Em sua mente, as palavras do pai soavam como uma sentença cruel: “Seja obediente, Marco te ama.”
Ele não se importava com ela. E seu pai… seu pai não queria saber quem Marco realmente era.
Ela ouviu passos. Assustada, se arrastou para longe da porta.
Marco entrou, encar