Angeline tinha seus braços puxados por seu pai; seus tornozelos batiam contra os degraus. Doíam, mas não tanto quanto ser arrastada por ele sem ao menos poder ser ouvida.
— Pai, me ouça… não posso me casar com Marco. Eu não o amo. Marco não é quem você pensa. Angeline tentava falar, desesperada.
Rubens não queria ouvir. Ele se recusava. Abriu a porta do quarto com um baque e a jogou para dentro.
— Você não vai sair daí.
Ele trancou a porta e, antes que Angeline conseguisse alcançá-la para impedir que a trancasse, já estava feito. Angeline suspirou, irritada, com dor física e emocional.
Rubens desceu a escada.
— Ninguém abre aquela porta.
Entrou no escritório e fechou a porta atrás de si.
Verônica estava imóvel na porta da sala de jantar.
Margaret, ao seu lado, tinha os olhos arregalados, um misto de medo e satisfação ao mesmo tempo.
Angeline olhou para as paredes; já não tinha certeza se havia feito a coisa certa.
Rubens andava de um lado para o outro. Pegou o celular e ligou para Mar