Dante mantinha os olhos presos na estrada.
Angeline, com o rosto virado para a janela, parecia tão irritada quanto inquieta.
Ele havia simplesmente ido embora sem bagagem nenhuma.
Dante tocou no painel do carro e fez uma ligação pelo aplicativo.
— Preciso de roupas femininas. Vestidos, calças… roupas íntimas e pijamas. Manequim trinta e oito. Também sapatos confortáveis, trinta e cinco.
Angeline se virou para ele de imediato, incrédula.
— Por que está fazendo isso, Dante Laporte? Ela perguntou com indignação. — Acha que eu sou um dos seus capangas?
Ele desviou os olhos da estrada por um segundo para encará-la e sorriu.
— Claro que não… eu jamais dormiria com um capanga. Respondeu, rindo, provocando-a de propósito.
Angeline apertou o cinto, tentando conter a irritação.
— Por que não me deixa fazer as coisas do meu jeito?
— Porque você não precisa. Dante replicou, simples, mas firme. — Lidaremos com isso quando eu voltar. Só estou indo porque é algo muito importante.
Ela estreitou os