Dante saiu do escritório, caminhou pelo corredor e abriu a porta do quarto com cuidado. Angeline ainda parecia dormir. Ele se aproximou devagar, mas ela abriu os olhos, pesados, porém suaves.
— Bom dia, meu passarinho… Dante disse, sentando-se ao lado dela.
— Bom dia. O sorriso dela era sincero, mas ainda tímido, como se o corpo lembrasse tudo o que eles tinham vivido horas antes.
— Está com fome? Seu café já está esperando... ou quer que eu traga na cama? Ele perguntou com aquele charme natural que a desarmava.
— Eu vou… tomar um banho e então desço. Murmurou, ajeitando o edredom junto ao peito.
— Certo. Coloque uma roupa confortável. Preciso fazer uma viagem e você vai comigo.
Angeline se sentou na cama, surpresa.
— Viagem?
— Sim. Você vai ficar na casa em Milão. Oton estará lá para você.
— Eu não posso ir…
Dante inclinou o rosto, a expressão firme, mas o olhar queimando com lembranças recentes.
— Eu disse que, se me pedisse, eu te sequestraria de novo e não te deixaria partir. Ele