Dante desligou a chamada e desceu devagar, sentindo o incômodo leve na cintura. Do corredor, podia ouvir Angeline na cozinha, andando de um lado para o outro. O ritmo apressado dos passos dela denunciava caos.
Ele se recostou no batente da porta, cruzando os braços, e ficou observando.
Ela abria gavetas, fechava, olhava para a frigideira, depois para o forno, depois para o balcão… e voltava tudo de novo. Parecia uma tempestade em forma de gente.
Dante ergueu uma sobrancelha.
No forno, algo come