Em Liège, Luca recebeu um envelope excessivamente elegante. O papel era espesso, de gramatura cara, pesado demais para algo que, à primeira vista, não lhe interessava. Um selo vermelho fechava o envelope, chamando atenção mais do que deveria.
Por alguns segundos, ele apenas o observou.
Não pretendia abrir. Não andava nos seus melhores dias. Pegou o envelope das mãos do assistente e o deixou de lado, como se não tivesse importância alguma.
— O senhor não vai abrir? Perguntou o homem, cauteloso.