Angeline desligou o telefone ainda no jardim e se sentou em uma das espreguiçadeiras. O lago de Como reluzia logo adiante, espelhado, quase imóvel.
A brisa suave atravessava seus cabelos e a envolvia numa sensação boa, completa, algo que ela nunca havia sentido daquela forma, como se tudo estivesse, enfim, no lugar certo.
Mas sabia que não era bem assim.
Seu pai não ficaria feliz ao descobrir que fora ela quem comprara as ações. Ou, no mínimo, ficaria feliz apenas na doce ilusão de que elas lhe