Dante começava a achar que se tratava de uma cilada quando ouviu um gemido baixo.
Instintivamente, abaixou-se sob a linha da janela e avançou sorrateiro até se esconder atrás de uma pilha de tubos. Dali, conseguiu ver uma perna exposta, pequena, trêmula.
Agnes.
Ela tremia. Um homem estava sobre ela.
O corpo de Dante enrijeceu. A arma já estava em punho quando Agnes se debateu.
— Pah! Plim!
A bala ricocheteou no metal, mas foi suficiente para fazê-lo recuar. O homem saiu de cima dela de imediato.
No mesmo instante, um dos homens de Dante arremessou um caixote contra a janela. O impacto explodiu em madeira e vidro, ecoando pelo galpão.
Os homens de Marco começaram a se mover.
Dante avançou em direção à porta e disparou contra a caixa de energia.
A escuridão tomou o lugar.
Apenas a luz fraca da lua entrava pelas janelas quebradas, iluminando pontos isolados e deixando o restante do galpão mergulhado no mais absoluto breu.
Dante chutou a porta.
Tiros vieram em sua direção.
Do lado de fora