138- " Perdão tardio."

Dante começava a achar que se tratava de uma cilada quando ouviu um gemido baixo.

Instintivamente, abaixou-se sob a linha da janela e avançou sorrateiro até se esconder atrás de uma pilha de tubos. Dali, conseguiu ver uma perna exposta, pequena, trêmula.

Agnes.

Ela tremia. Um homem estava sobre ela.

O corpo de Dante enrijeceu. A arma já estava em punho quando Agnes se debateu.

— Pah! Plim!

A bala ricocheteou no metal, mas foi suficiente para fazê-lo recuar. O homem saiu de cima dela de imediato.

No mesmo instante, um dos homens de Dante arremessou um caixote contra a janela. O impacto explodiu em madeira e vidro, ecoando pelo galpão.

Os homens de Marco começaram a se mover.

Dante avançou em direção à porta e disparou contra a caixa de energia.

A escuridão tomou o lugar.

Apenas a luz fraca da lua entrava pelas janelas quebradas, iluminando pontos isolados e deixando o restante do galpão mergulhado no mais absoluto breu.

Dante chutou a porta.

Tiros vieram em sua direção.

Do lado de fora
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Ariane BorgesMeu Deus ela levou um tira o Dante tbm !
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