Dante lutava com Oton; seus olhos já não viam mais nada.
— Vá! Ordenou Oton a Luca.
— Me solte! Dante rugiu. — Vou matá-lo com as minhas próprias mãos!
— Acalme-se. Pense! Insistiu Oton, mantendo Dante pressionado contra a parede, enquanto Luca corria para fora, entrou no carro e partiu cantando pneus.
Dante ainda conseguiu ver as luzes se afastando na estrada. Oton afrouxou o aperto. Então Dante desabou.
Num acesso de fúria, arremessou um vaso que estava sobre a pequena mesa contra a parede. O estrondo fez Oton sobressaltar-se.
— Você sabia! Dante disse entre os dentes, virando-se para ele.
Oton estava pálido, o coração disparado.
— Sim. Respondeu, sem rodeios. — Não vou mentir. Sei há muito tempo. Por isso disse para você aceitar a proposta dele. É a melhor forma de reaver o que foi tirado de seu pai… e se vingar.
Dante balançou a cabeça em descrença.
— Pense! Luca não ficou com nada do seu pai. Ele ajudou o Mancini. Os dois se conhecem há muito tempo.
— E, sabendo de tudo o que el