Dante seguiu para o quarto.
Sob o chuveiro de água fria, tentava esvaziar a mente. Mesmo lutando contra a própria vontade, sabia que havia feito o certo.
Angeline permaneceu parada por um longo tempo no meio do corredor. O pé voltou a doer, e ela achou melhor falar com Dante depois, quando as coisas estivessem mais frias. Então explicaria por que pedira que ele não matasse Marco.
Pela manhã, acordou cedo. O pé estava melhor. Correu pelo corredor, ainda mancando, mas o quarto dele estava vazio. Restava apenas o aroma fresco de seu perfume.
Desceu até a cozinha.
Oton estava ali, passando o café.
Angeline, surpresa, levou algum tempo para assimilar a presença de Oton, como se nada tivesse acontecido.
— Oton? Perguntou Angeline, franzindo a testa.
— Está com fome? O café está pronto. Respondeu ele. Parecia particularmente satisfeito.
Sentou-se à ponta da mesa, insegura, observando-o organizar o café.
— Você… sabe onde Dante foi?
— Liège. Respondeu Oton, sem esconder.
— Liège? Ela repetiu.