A porta se abriu com um baque.
A luz do dia invadiu o lugar, revelando-o.
A figura alta de Dante avançou sem pressa. O som dos sapatos de couro fino ecoava no chão frio do galpão.
Rubens estremeceu quando a sombra dele recaiu sobre si. Os olhos trêmulos se ergueram, e Dante se curvou levemente à sua frente, dominando todo o espaço entre eles.
— Então… como foram as acomodações? Perguntou Dante, com um sorriso sarcástico.
— Eu… eu…
— Perdeu a língua, Rubens? A voz de Dante baixou perigosamente.