A porta se abriu com um baque.
A luz do dia invadiu o lugar, revelando-o.
A figura alta de Dante avançou sem pressa. O som dos sapatos de couro fino ecoava no chão frio do galpão.
Rubens estremeceu quando a sombra dele recaiu sobre si. Os olhos trêmulos se ergueram, e Dante se curvou levemente à sua frente, dominando todo o espaço entre eles.
— Então… como foram as acomodações? Perguntou Dante, com um sorriso sarcástico.
— Eu… eu…
— Perdeu a língua, Rubens? A voz de Dante baixou perigosamente. — Você foi até a minha empresa ameaçar Angeline.
— Angeline é minha filha! Rebateu Rubens, a voz trêmula. — Ela está destruindo a minha empresa a seu mando!
— Hum… não, não é bem assim. Dante corrigiu, com calma cruel. — Ela fez isso porque quis. Você sempre achou que ela não fosse capaz, não é?
— Eu nunca disse isso.
— Mas sempre agiu sobre ela com covardia. — Dante deu um passo à frente. — Forçou-a a um casamento para encobrir a sua incompetência.
— Angeline é minha noiva! Marco explodiu, a v