Dario e Marco perderam completamente a noção do tempo. Já era madrugada quando ambos foram arrancados dos porta-malas e arrastados para dentro de um grande galpão aparentemente abandonado.
Ainda na penumbra, conseguiram distinguir pilhas de barras de ferro encostadas nas paredes, correntes grossas pendendo do teto, terminando em ganchos pesados de ferro maciço. Tudo ali parecia feito para ferir.
Um dos homens de Dante arrastou duas cadeiras até o centro do espaço. Os pés de ferro riscaram o concreto bruto, arrancando faíscas enquanto se moviam com peso e lentidão.
Primeiro um, depois o outro, foram jogados nas cadeiras.
Cordas de sisal envolveram seus pulsos, torsos e pernas. Apertadas, ásperas, cravavam-se na pele a cada movimento, queimando mais do que cortando.
— Quanto vocês querem para me deixar sair? — Marco perguntou, os olhos vidrados, quase febris, um sorriso torto nos lábios.
— Guarde suas propostas. Respondeu Oton, sem alterar o tom. — Aqui, ninguém faz negócios com você.
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