120- " Ir para casa."

Dante apontou a arma para a mata, atento à origem da voz de Marco.

— Veremos. Disse, avançando alguns passos.

Seus homens se espalharam, invadindo a mata pelos flancos, tentando cercá-lo.

Um novo disparo ecoou. Dante se protegeu atrás do carro de Marco; Oton revidou do outro lado, usando o próprio veículo como cobertura. Outros tiros vieram de diferentes pontos, fragmentando a noite.

Dante se ergueu de repente e fez um sinal firme.

— Cessem! Ordenou. — Não atirem às cegas. Não sabemos onde ela está.

Os disparos cessaram.

— Avancem pela mata. Procurem por Angeline.

Ao ouvir aquilo, Marco se pôs em movimento. Precisava encontrá-la antes de Dante. Ela era sua única chance de fuga.

A caçada começou.

Dante entrou na mata logo atrás. Lanternas cortavam a escuridão em feixes instáveis, a chuva engrossava, dificultando cada passo. O chão escorregadio tornava tudo mais lento e mais perigoso.

Marco corria, o coração disparado. Ouvia passos, vozes, o farfalhar das folhas. Estava em menor número.
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