Dante apontou a arma para a mata, atento à origem da voz de Marco.
— Veremos. Disse, avançando alguns passos.
Seus homens se espalharam, invadindo a mata pelos flancos, tentando cercá-lo.
Um novo disparo ecoou. Dante se protegeu atrás do carro de Marco; Oton revidou do outro lado, usando o próprio veículo como cobertura. Outros tiros vieram de diferentes pontos, fragmentando a noite.
Dante se ergueu de repente e fez um sinal firme.
— Cessem! Ordenou. — Não atirem às cegas. Não sabemos onde ela está.
Os disparos cessaram.
— Avancem pela mata. Procurem por Angeline.
Ao ouvir aquilo, Marco se pôs em movimento. Precisava encontrá-la antes de Dante. Ela era sua única chance de fuga.
A caçada começou.
Dante entrou na mata logo atrás. Lanternas cortavam a escuridão em feixes instáveis, a chuva engrossava, dificultando cada passo. O chão escorregadio tornava tudo mais lento e mais perigoso.
Marco corria, o coração disparado. Ouvia passos, vozes, o farfalhar das folhas. Estava em menor número.