Capítulo 2

LUA!

Enchendo a banheira e jogando sais depois de  amarrar os cabelos. Entro naquelas espumas cheirosas ate começar a assopra-las na palma de minha mão. Uma hora depois de estar quase saindo, ouço a campainha.

— Está aberta — Grito me enrolando na toalha — É o senhor Guerra?

— Sim sou eu.

— Aguarde só um minuto.

— Tudo bem. Vou me sentar.

— Ai me desculpe — Peço indo até ele com a toalha um tanto curta — Estava no banho. Só um minuto que vou me trocar. Então senhor Dominic veio me fazer alguma proposta em relação ao seu sobrinho? — Pergunto quase gritando.

— Digamos que seja isso.

— Digamos? Bom, Ethan me acusa de ter dado o golpe da barriga. O senhor também acha que fiz isso?

— Me responda você. Fez achando que iria se dar bem?

— Não — Falo aparecendo com um shorts minúsculo e um top que deixa meu abdômen todo de fora.

Soltando meus cabelos até a cintura, dou uma balançada de mão —  Prazer. Lua Montenegro — Estendo a mão para cumprimentar dois dos  três homens que estão de pé — Vocês são quem mesmo?

— Meus seguranças — Diz imponente.

— Nossa. E precisava trazer seguranças só para conversar com uma mulher. Que coisa.

Falo balançando a cabeça em negação depois sento cruzando as pernas  — Sentem-se rapazes. O sofá é grande e eu não mordo — Sorrio.

— Vamos ao que interessa senhorita? — Me chama atenção pois ainda estou olhando para os rapazes — Paulo, Gustavo. Esperem do lado de fora faz favor — Assentindo os caras saem.

— Porque expulsou seus capangas. Você é muito mal educado.

— Não vim aqui para falar dos meus homens, e sim da criança que está dentro de você.

— Seu sobrinho não quer assumir. É um babaca mesmo.

— Nisso eu concordo. Mas o que quer dele exatamente. Que se case com você? Que seja um pai de família? — Pergunta curvando o corpo muito próximo ao meu.

— Não — Levanto depois coloco as mãos nos bolsos — Acho que não quero mais nada disso. Meu erro foi me deixar engravidar. Uma criança não estava nos meus planos. Mas também não quero mata-lo.

— Que bom. Mas alguma coisa a senhorita quer. Me fala.

— Estou em dividas e não sei como pagar. Ethan antes de saber da gravidez disse que iria me ajudar e saldar todas. Que tinha um tio muito generoso que me ajudaria. Mas quando falei da gravidez deu para trás, e agora não sei o que vou fazer.

— De quanto estamos falando?

— 30 mil.

— Uuuu. Divida salgada. Porque está devendo essa quantia bastante orbitaria?

— Tigrinho. Viciei nesse jogo e me lasquei. Peguei dinheiro com agiota e agora preciso pagar ou vou perder a cabeça.

— Hahaha.

— O que é engraçado? Falei alguma piada.

— Você. Você é uma piada. Jogo do tigrinho minha querida. Que falta de juízo.

— Porque falta de juízo. Tá todo mundo jogando. E perdendo também infelizmente. Olha só senhor Guerra, não acredito que vai me deixar morrer com o filho do teu sobrinho dentro de mim. Eu faço o que for para que me ajude — Falo sentando novamente.

— A mas você vai fazer mesmo — Agora quem levanta é ele — Eu pago todas as sua dívidas caso tenha mais. Você foi imprudente e Ethan mais ainda pois devia ter encaçapado sabendo que poderia dar no que deu.

— Mas ... Diga logo o que tenho que te dar em troca. Uma noite de prazer?

— Hahaha. Noite de prazer eu e você? Não viaja. Que você é gostosa, não tenha dúvida, linda da cabeça aos pés, muito. Mas não faz o meu tipo. E sem dizer que não cobre 30 mil né. Vamos ser racionais.

— Okay. Então o que vai querer? Ou vou ficar tentando adivinhar.

— Terá que trabalhar para mim até dar a luz. Depois disso está saldada sua dívida. Não me devera mais nada.

— E fazendo o que. Me remexendo igual cobra no pole-dance?

— Não é uma má ideia. Mas não. Te quero ao meu lado me ajudando com as contas e mercadorias que chegam. Estou falando de exportação e importação.

— E o que exporta? Drogas?

— Você sabe que sim.

— Acertei? Eu não sabia.

— Como não se Ethan já abriu sua boca grande.

— Não senhor Guerra. Ele me disse sim que o tio poderia ajudar, mas não com o que mexia.

— Não precisa me chamar de senhor. Dominic já está bom. Nada de senhor porque me considero bastante novo.

— E quantos anos tem. E qual é o seu tipo de mulher já que eu não faço. Estou curiosa.

— 37. E meu tipo é uma que não use roupas tão apertadas e nem curtas desse jeito. Meus homens quase tiveram uma queda.

— E você assim que me viu. Não acelerou nenhum pouco seus batimentos cardíacos?

Pergunto depois que ele senta.

— Não. Mesmo que seja linda ... eu ...

— Você o que — Falo sentando no colo de frente com cada perna de um lado — Sou linda gostosa e você está louco para me beijar. Prova para mim que não faço teu tipo já que não tira os olhos dos bicos do meu peito.

— Sabia que já inventaram o sutiã — Fala fitando meus olhos.

— E porque eu colocaria se estou no meu habitat. Dentro do meu lar fico do jeito que eu quiser. Inclusive também estou sem calcinha.

Nisso peguei suas mãos fazendo com que parassem perto do meu bumbum de onde seu mindinho deslizou.

— Sai de cima de mim garota.

— E porque. Tá ficando nervoso ou de pau duro? — Pergunto lambendo seus lábios até sentir que os meus são atacados ferozmente. Me segurando pela nuca para aprofundar, línguas já estavam se enroscando com mordidas e chupões de perder o fôlego.

— Chega — Me empurrou de lado depois levantou — O que acha que vai conseguir com isso. Se tentar novamente não vou mais me importar que perca a cabeça. Vai ter que vender o corpo.

— Okay, me desculpa — Peço também ficando de pé — Só quis te provar que eu faço sim o teu tipo.

— Está enganada — Fala bem próximo da minha boca — Gosto de mulheres loiras, e de preferência com os olhos claros.

— Não foi o que pareceu. Mesmo porque você atacou meus lábios depois do que fiz. Porque não me tirou do colo assim que sentei. Até deslizou suas mãos no meu bumbum.

— Não. Você pegou minhas mãos fazendo com te tocassem.

— A claro. E como você é mirradinho não teve forças para me tirar. Hipócrita.

— Tá ficando louca de falar assim comigo — Pergunta pegando meu maxilar e me empurrando ate o sofá de onde praticamente me j**a — Vadia.

Abaixando os olhos fico muito sem graça.

— Arruma suas coisas que vou te levar para minha mansão — O olho — Tenho que proteger essa criança que bem ou mal tem meu sangue. E sem nenhuma gracinha quando chegar ou te coloco para limpar meu chão.

Levantando sem falar nada, ando até meu quarto.

— E vê se coloca uma roupa decente. Tá mais parecendo uma mulher da vida.

Me esculachando. Bato a porta então penso em fazê-lo pagar a língua ao dizer que seu tipo são as loiras dos olhos claros. Vou te mostrar senão vai ficar de 4 por mim.

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