Rafael
Quando saí do banheiro, o corredor parecia mais frio, mais silencioso, como se a adrenalina ainda estivesse presa no meu corpo.
Minhas mãos tremiam levemente não de medo, mas de contenção. Eu não lembrava a última vez que tinha socado alguém com tanta vontade.
Caminhei firme até o estacionamento e abri a porta do carro. Sentei no banco do passageiro, soltei o ar devagar, tentando me recompor.
A porra do noivo da Renata.
Meu maxilar ainda doía de tanto apertar os dentes.
Encostei a cabeç