Renata
Ana dirigia em silêncio no começo, mas eu sabia que ela estava só… segurando. Quando virou a esquina da minha rua, ela soltou um suspiro tão fundo que quase riu depois.
— Renata… ela me lançou um olhar rápido, cheio de curiosidade reprimida. Eu tô tentando respeitar seu momento, mas você vai ter que falar alguma coisa. Porque você saiu daquela festa andando… diferente.
Eu levei a mão ao rosto, sentindo o calor subir pelas bochechas.
— Ana… eu… eu nunca imaginei que fosse fazer o que eu fiz hoje admiti, a voz baixinha, quase trêmula.
— Eu percebi ela riu, surpresa e animada. Mas me conta: você tá arrependida?
Eu balancei a cabeça imediatamente.
— Não. De jeito nenhum. Eu só tô… chocada comigo mesma. Eu sempre fui tão fechada. Tão… correta. Eu… sou virgem, Ana. E hoje… minha voz falhou hoje eu deixei que rolasse coisas entre mim e um homem que eu acabei de conhecer.
Ela arregalou os olhos, mas não em julgamento. Em espanto.
— Isso diz muito sobre esse homem ela murmurou. E