Renata
Nos afastamos alguns passos do tumulto, e só quando o barulho das conversas voltou a preencher o salão percebi que estava prendendo a respiração.
— Obrigada… de verdade, murmurei.
Rafael virou-se para mim com aquele sorriso suave, quase perigoso, e aproximou o rosto do meu. Como se estivesse pedindo permissão sem palavras.
Ele encostou os lábios no canto dos meus.
Um toque breve. Quente...
— Agora sim disse baixo, com a voz firme. Sou Rafael. Prazer.
Meu corpo inteiro aqueceu.
— E, só