Renata
Rafael fechou a porta do carro com um som suave, e o mundo lá fora se silenciou de repente. A luz fraca do estacionamento mal entrava, mas eu não precisava de mais. Seus olhos já tinham decorado cada curva, cada pedacinho meu, eu podia sentir.
Ele se inclinou, e o cheiro dele, aquele perfume delicioso, preencheu meus sentidos, me embriagando.
— Renata… ele sussurrou de novo, meu nome em seus lábios soando como uma promessa que eu estava desesperada para que ele cumprisse.
Meu coração batia tão forte que eu podia senti-lo vibrar em minhas próprias veias. Eu ergui minha mão, quase instintivamente, e toquei o rosto dele. A pele de Rafael estava quente sob meus dedos, e a barba rala arranhou suavemente minha palma, um arrepio delicioso.
Ele não esperou mais.
A boca dele encontrou a minha com uma doçura e uma urgência que me tiraram o ar. Não foi um beijo de pressa, mas de quem esperou tempo demais por aquele momento. Meus lábios se encaixaram perfeitamente nos dele, como se