Rosângela
Eu ria.
Mas agora eu estava dirigindo direito.
Ou pelo menos o suficiente para ele parar de se benzer.
— Eu salvo vidas no hospital… e vou morrer no meu próprio carro — ele resmungou.
Eu balancei a cabeça.
— Drama. Você é dramático demais pra um homem de quase dois metros.
Ele bufou.
— Eu tô com um braço só, Rosângela.
— E eu tô dirigindo um carro que custa mais do que a minha vida inteira. Cada um com seu problema.
Ele virou o rosto devagar.
— Você não vale pouco.
Eu senti a frase b