Rosângela
Não foi o despertador nem o movimento da rua; foi um comando absoluto que veio direto do meu estômago. Eu não queria apenas tomar café; eu precisava, com uma urgência quase vital, de panquecas fofinhas cobertas com geleia de morango.
Virei para o lado e vi que o Anthony já estava começando a despertar. A Maria, nossa empregada, ainda não tinha chegado, e o silêncio da casa era o cenário perfeito para um momento só nosso.
— Anthony... — sussurrei, aproximando-me dele. — Ei, acorda.