Rosângela
O silêncio tomou conta da sala, quebrado apenas pelo estalar da madeira na lareira. Vi o momento exato em que a mente dele de médico começou a fazer as conexões e os olhos dele se arregalaram. Ele olhou para a garrafa na mão dele, depois para a minha barriga, e por fim fixou o olhar diretamente no meu rosto, com o queixo quase caindo.
— Rosângela... — a voz dele saiu quase num sussurro, trêmula, misturando o choque com uma ponta de esperança desacreditada. — Você... não pode beber?