Capítulo 7
Daniel caiu na gargalhada.

— Muito bem! Você ama mesmo ela!

Em seguida, fez um sinal para seus homens.

Eles soltaram as cordas de Helena e empurraram ela até a pequena porta que levava a um lugar seguro.

Helena desceu as escadas da torre quase tropeçando e correu para os braços de Ricardo, chorando sem parar.

Com um sorriso cruel, Daniel se aproximou de Patrícia.

— Então, adeus, Patrícia!

Atiradores escondidos nas sombras da torre dispararam.

As balas atingiram pontos vitais de Daniel e de vários de seus homens.

O corpo de Daniel enrijeceu.

Seus olhos ainda guardavam uma satisfação enlouquecida quando ele começou a cair para trás.

Antes de morrer, reuniu as últimas forças e empurrou Patrícia, que já estava com metade do corpo para fora.

Ricardo viu quando ela despencou da torre.

— Patrícia!

O impacto contra o chão produziu um som surdo.

Ela caiu sobre as pedras, estremeceu uma vez e ficou imóvel.

Ricardo sentiu como se uma mão invisível esmagasse seu coração.

A dor tirou seu fôlego, e ele correu, desesperado.

— Patrícia! Patrícia!

Caiu de joelhos e pegou ela nos braços com todo o cuidado.

Patrícia estava pálida, com os olhos fechados e sangue escorrendo pelo canto da boca.

Pelo menos, ainda respirava.

— Chamem o médico! — Ricardo gritou, rouco, tomado por um pânico que nunca tinha sentido.

— Ricardo...

Helena se aproximou, mas soltou um gemido.

Um fio de sangue apareceu em sua boca, e seu corpo cedeu.

Ricardo se assustou.

— O que aconteceu?

Quase sem fôlego, Helena segurou a manga dele.

— Daniel me obrigou a engolir uma pílula... Eu vou morrer? Não se preocupe comigo. Cuide de Patrícia primeiro...

Ricardo olhou para Patrícia, que ainda respirava em seus braços, e depois para Helena, com sangue na boca.

Não conseguia decidir.

Patrícia tinha caído, mas talvez não estivesse tão gravemente ferida.

Ricardo se obrigou a acreditar que ela sobreviveria.

Já Helena tinha recebido um veneno desconhecido.

Por fim, ele colocou Patrícia no chão com cuidado e gritou para os guardas que se aproximavam:

— Levem Patrícia de volta e chamem um médico imediatamente! Eu vou logo atrás!

Pegou Helena nos braços e correu para o palácio mais próximo.

— Onde está o médico?!

Os guardas levaram Patrícia às pressas.

Um médico já esperava por ela e começou o atendimento de imediato.

Depois de um exame cuidadoso, ele respirou aliviado.

— Por sorte, a queda foi amortecida. Pelo que consegui verificar, não há fraturas. Os ferimentos parecem ser principalmente externos, mas precisamos observar se existe alguma lesão interna.

O médico fez os curativos e logo conseguiu estancar o sangue.

Estava prestes a orientar os criados a continuar observando o estado de Patrícia quando, sem nenhum aviso, ela vomitou uma grande quantidade de sangue.

Depois, aconteceu de novo. E mais uma vez.

O sangue manchou a camisola limpa que tinham acabado de colocar nela e cobriu as mãos do médico.

— O que está acontecendo?!

A expressão dele mudou. O médico voltou a examinar Patrícia às pressas.

O pulso estava irregular e fraco. Seus sinais vitais pioravam rapidamente.

— Ela estava estável agora mesmo. Como pode...

O quarto virou um caos.

As criadas gritavam de medo, e o médico tentava uma medida de emergência após a outra, sem resultado.

Em meio à dor, a consciência de Patrícia começou a se apagar.

Ela sabia: a pílula estava fazendo efeito, exatamente na hora certa.

Deitada, observou os ornamentos acima da cama, cada vez menos consciente.

Por fim, o médico afastou os dedos do pulso dela. A mão dele tremia.

Pálido, recuou devagar.

— Avisem Sua Majestade... A Sra. Patrícia morreu!

Patrícia fechou os olhos com um vestígio de sorriso nos lábios.

"Finalmente estou livre."

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