Limpei as lágrimas que insistiam em escorrer pelo meu rosto com as costas das mãos trêmulas. Cada movimento era difícil, especialmente por causa do gesso que envolvia meu pé, limitando meus passos, me lembrando da dor e da pressa com que eu tentava escapar. Mesmo assim, me forcei a levantar da cama. Não podia mais ficar ali. Permanecer naquele apartamento, onde dividia a vida com minha melhor amiga Julia, era como assinar sua sentença. Se Othon estava me procurando - e agora eu sabia que estava