Mara
Estou acorrentada neste lugar escuro e sombrio, onde a luz parece ter sido esquecida há séculos. O ar é pesado, impregnado de dor e desespero. Sinto-me fraca, drenada, como se essas correntes antigas sugassem cada fragmento da minha energia vital. Meus pulsos ardem, o metal frio cravado na pele já marcada. Cada parte do meu corpo grita em agonia silenciosa. Tento pensar em Apollo e Arthur, em seus rostos, em suas vozes, mas quando fecho os olhos, não são eles que vejo. É uma mulher. Seus