Capítulo 135
Manuela Strondda
Eu abro os olhos devagar. E fecho de novo.
O mundo parece girar em círculos preguiçosos, como se alguém tivesse decidido me balançar dentro de uma caixa escura só para testar minha paciência. Meu corpo inteiro dói. Não é uma dor aguda — é um peso profundo, espalhado, como se cada osso tivesse sido sacudido com raiva.
O cheiro de borracha queimada e metal invade meu nariz antes mesmo que eu consiga organizar os pensamentos.
Abro os olhos outra vez.
V