Capítulo 182
Hugo Lindström
Eu devia ter aprendido a ter uma mulher só minha. Mas agora, não sei lidar com Manuela.
Cada vez que eu diminuía a pressão dos dedos nos cabelos dela, cada vez que eu baixava o tom, ela ficava.
Não recuava. Não se armava. Não fugia.
Manuela não respondia à força. Respondia à atenção. Mas como dar isso a ela se só consigo olhar para seu corpo? Cada pedaço de pele dela exposta.
No sofá, com ela sentada sobre minha coxa direita, o corpo quente demais para alguém que dizia querer só “relaxar”, eu já sabia exatamente o que estava fazendo. Cada toque tinha um cálculo. Cada deslizar de dedos, uma intenção clara: deixar o corpo dela lembrar do meu antes que a cabeça criasse defesas.
Minha mão passou pelo quadril com lentidão, sentindo a pele reagir, o músculo ceder. O polegar desenhou um caminho curto, repetido, preguiçoso. Era assim que funcionava. Sempre funcionou com as mais dramáticas das mulheres.
Esperei por um retorno. Meu corpo ficou