Capítulo 183
Manuela Strondda
Eu não esperava por essa conversa e muito menos pela atitude. Não daquele jeito.
Hugo me surpreendeu não por fazer algo extraordinário, mas por tentar. De verdade.
O Corvo — frio, calculista, intenso demais — parecia perdido sobre onde colocar as mãos quando não era para dominar, possuir ou conduzir ao sexo direto. E ainda assim… continuava tentando agradar.
Isso, por si só, já era novo.
Ele me virou com cuidado, me colocando de bruços na cama, o colchão macio acolhendo meu corpo cansado. O toque dele veio logo depois. As mãos grandes, quentes, firmes fazendo massagem.
Começou pelas minhas costas, lento, como se estivesse seguindo um manual invisível que ele mesmo inventava enquanto fazia. Oscilando entre toque com intenção e toque sem.
No início, eu apenas relaxei.
Os músculos foram cedendo aos poucos, a tensão do dia escorrendo para longe sob a pressão exata dos dedos dele. Hugo sabia usar as mãos — isso nunca foi dúvida. O que me