Capítulo 203
Manuela Strondda Lindström
Entrei no carro quase no mesmo instante que Hugo. A porta bateu com um som seco, definitivo, e o mundo lá fora virou ruído. Logo atrás de nós, outros veículos ganharam vida — motores roncando baixo, coordenados, como um corpo único se preparando para o ataque.
— Eles ainda são de confiança? — perguntei, sem tirar os olhos da estrada à frente. — Já vi que, na Suécia, a traição é bem comum.
Hugo não desviou o olhar do volante.
— Esses sim. — respondeu,