Capítulo 143
Manuela Strondda
Se alguém tivesse me dado um tapa naquele momento, talvez doesse menos do que o silêncio que se instalou depois das palavras dele.
Hugo Monteiro.
Ou melhor… Hugo Lindström.
O homem que eu idealizei como fuga, que eu pintei na minha cabeça como herói improvável, agora estava ali, de terno escuro, postura impecável, olhar frio — e com poder suficiente pra destruir minha vida com uma frase mal colocada.
Meu coração batia tão forte que eu tinha certeza de que todos ouviam.
— Não… — murmurei, mais pra mim do que pra qualquer um. Balancei a cabeça, tentando agarrar alguma lógica. — Não é o que eu estou pensando. Esse não é meu noivo. Ele nem é sueco. O nome dele é de outra origem. Monteiro não é Lindström.
Levantei o olhar devagar até o irmão dele — o maldito sueco debochado.
— Você é cruel assim mesmo? — perguntei, sentindo a garganta fechar. — A esse ponto? Fazer uma brincadeira dessas? É você o meu noivo, não é?
O sorriso dele morreu