THOMAS
.
.
Eu havia pensado em tudo o que poderia dar errado naquele jantar. Em cada silêncio constrangedor, em cada comentário atravessado da minha mãe, em cada olhar avaliador que ela lançaria sobre a Bia como se estivesse diante de mais um investimento duvidoso.
O que eu não considerei, em nenhum momento, foram as pedras espalhadas entre a porta de casa e a mesa de jantar.
As pequenas armadilhas invisíveis que sempre existiram ali, mas que eu fingia não enxergar.
Durante toda a minha vida